O 30° Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação aconteceu de 17 a 19 de abril de 2026, em Santos (SP), e reuniu cerca de 800 expositores. Contou com várias autoridades e personalidades de destaque, referências em reabilitação no âmbito nacional. Foi uma oportunidade ímpar para reciclagem de conhecimentos e aprendizados.
A abertura do evento, na noite de 17 de abril, contou com algumas participações especiais. A presidente do Conselho Diretor do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – IMREA HC FMUSP, prof. Dra. Linamara Rizzo Battistella abriu oficialmente o Congresso ao lado do autor do Projeto de Lei nº 4863/2025, o deputado Weliton Prado, que visa instituir a Política Nacional de Reabilitação (PNR), e também de Claudio Corrêa, consultor em política de saúde, e do médico Dr. Daniel Marconi, da Diretoria do Hospital de Amor, de Ribeirão Preto, além do Dr. Celso Vilella Matos, presidente da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR).
O “PL da Reabilitação”, como está sendo chamado, foca na reabilitação integral, precoce e contínua de pessoas com deficiência ou limitação funcional. Em tramitação na Assembleia Legislativa federal, busca organizar a rede de atendimento em reabilitação no SUS, garantir acesso universal e promover a saúde e inclusão social dos pacientes com os cuidados das equipes de Medicina e Reabilitação.
O deputado Weliton Prado destacou a importância da atuação do Médico Fisiatra e da equipe multidisciplinar de reabilitação para que o paciente possa alcançar vida plena. “Será uma política revolucionária”, definiu o deputado.
TERMOGRAFIA
Outro destaque na programação do 30° Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação foi o painel “Termografia na Reabilitação”, cuja origem remonta a séculos passados, mas vem evoluindo e se aprimorando cada vez mais, para benefício do paciente.
A Termografia na Reabilitação é uma ferramenta diagnóstica não invasiva e sem radiação, que mapeia a temperatura da pele, detectando inflamações, sobrecargas musculoesqueléticas, alterações circulatórias e principalmente a intensidade da dor.
O painel foi coordenado pela médica fisiatra, a Dra. Luciane Balbinot, que contou com a participação da professora Linamara Battistella e também do médico fisiatra Rodrigo de Almeida Prado. Foram apresentados: “As bases da termografia clínica e correlação com demais exames diagnósticos”; “A importância da termografia clínica para o médico fisiatra”; “A Inteligência Artificial aplicada à Termografia” e a “Termografia aplicada em perícias médicas” como subtemas do painel.
Os expositores destacaram que a Termografia é um instrumento que pode auxiliar na identificação de áreas dolorosas, monitorar a evolução do tratamento e permitir intervenções precoces e personalizadas. “Muito útil na avaliação de condições crônicas como fibromialgia, dores miofasciais e neuropáticas”, destacou a professora Linamara.
Na prática, a Termografia funciona com uma câmera infravermelha, que capta a emissão de calor do corpo, gerando termogramas (imagens) que mostram assimetrias de temperatura, o que pode indicar disfunções do sistema nervoso simpático, lesões articulares ou problemas vasculares. Há muitos benefícios com o uso da Termografia e esse tema nunca se esgota.
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