No dia 23 de março, data em que se celebra o Dia Internacional do HTLV, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação – unidade Lapa – sediou o I Summit de HTLV, reunindo a comunidade científica formada por pesquisadores, médicos e especialistas dedicados ao estudo do vírus.
O HTLV é um retrovírus que infecta células do sistema imunológico e, embora muitas vezes não cause sintomas, pode estar associado a doenças graves que afetam o sangue e o sistema nervoso. Quando presentes, os principais sintomas incluem fraqueza muscular, rigidez nas pernas e alterações urinárias. A transmissão ocorre por relações sexuais desprotegidas, sangue contaminado, compartilhamento de seringas e de mãe para filho, na amamentação. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, e o tratamento foca no controle dos sintomas, já que não há cura. A prevenção envolve uso de preservativos, testagem de sangue, não compartilhamento de objetos perfurocortantes e acompanhamento de gestantes.
O evento contou com a participação de representantes da Organização Mundial da Saúde, do Ministério da Saúde, da Rede Nacional de HTLV, além de professores e pesquisadores de universidades do Japão, Reino Unido e Brasil, promovendo um importante intercâmbio internacional de conhecimento.
A organização do Summit foi conduzida pela Dra. Tatiane Assone Casseb e pelo Prof. Dr. Jorge Casseb, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ao todo, o encontro reuniu cerca de 200 participantes presencialmente, além de 300 pessoas que acompanharam a transmissão ao vivo pelo YouTube.
Para a Dra. e pesquisadora Aline Carralas Leão, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, discutir o HTLV é fundamental para ampliar a conscientização e fortalecer estratégias de diagnóstico e prevenção. Segundo ela, dar visibilidade ao tema contribui para reduzir a subnotificação, combater o estigma e garantir que mais pessoas tenham acesso à informação e ao cuidado adequado.
A realização do I Summit de HTLV reforça o compromisso do IMREA com a produção e a disseminação do conhecimento científico, além de promover o debate qualificado sobre temas relevantes para a saúde pública.
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